Tipo relâmpago.
Nem o vês, de tanta rapidez!
Surge. Desaparece. Como se nunca estivesse.
E o meu tempo?
Injectado de marcas de outros espaços,
marcas dum momento
e dum momento mais!
Passatempo....
Marcas irreais.
Nem o fumo se afasta tão depressa!
Nem o sol se esconde de repente!
Nem o sonho foge, logo ao acordar:
desliza no amanhecer que ocorre lentamente,
e permanece feito núvem, lá no ar.
Tempos desconexos.
Sentires incongruentes.
Olhares perplexos.
Pensares inconsistentes!
"Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem." -(Mateus, XIII: 10-15)
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
Falas
Foi talvez, naquele dia, talvez porque houvesse um tempo maior, talvez porque houvesse um afazer menor, talvez porque houvesse uma vontade maior, talvez, apenas, porque assim tivesse calhado.
Foi talvez naquele dia, portanto, sem causa determinada e sem razão explicitada, que as palavras jorraram em forma de torente de rio selvagem, quase se atropelando umas às outras, sem respeito por sinais de trânsito ou limites de vvelocidade,
A um ritmo de vertigem e quase sem tempos de espera, falaram e falaram, como se as palavras tivessem estado presas anos e lhes tivessem aberto, subitamente, as portas da prisão.
Despediram-se então.
Repararam então:
-quanto é fácil falar e quanto é difícil dizer.
Foi talvez naquele dia, portanto, sem causa determinada e sem razão explicitada, que as palavras jorraram em forma de torente de rio selvagem, quase se atropelando umas às outras, sem respeito por sinais de trânsito ou limites de vvelocidade,
A um ritmo de vertigem e quase sem tempos de espera, falaram e falaram, como se as palavras tivessem estado presas anos e lhes tivessem aberto, subitamente, as portas da prisão.
Despediram-se então.
Repararam então:
-quanto é fácil falar e quanto é difícil dizer.
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