Serenamente,
o azul que escurece e se faz preto,
os sons que se rarefazem e deixam espaço ao silencio
as cores que se esbatem
o real que se dilui
e deixa, enfim, espaço
ao fluir do pensamento.
Pensamento
que vira excêntrico
sem lógica interna e sem sentido concreto
apenas um fluir de ideias, de imagens, de absurdos
um brotar de realidades que não existem
geradas por neurónios que se sentiram livres
para estabelecer sinapses aleatórias.
Serenamente.
Sai um cão de focinho vermelho
que não se cansa de rastejar feito minhoca
dentro duma água espessa que não é um rio
e não é mar e nem sequer é água.
Sai um velho que se exibe nu
e no lugar do sexo tem uma bandeira
que agita em gritos de patriotismo.
Sai uma girafa que julga que é governo
e, pescoço levantado, discursa bem alto
programas imaginários que ninguém entende.
Serenamente
há marés vivas de vazio
que enchem o Mundo
da mais profunda mansidão.
Nada algum vez será tão bom
como coisa nenhuma o consegue ser.
"Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem." -(Mateus, XIII: 10-15)
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Simples
Fazes-me falta.
Tão simples. Só assim.
Conclusão tirada após mais de uma hora de reflexão.
Reflexão precisa, objetiva, ponderada.
Mas que não deu mais nada.
Senão
que me fazes falta.
Tentar saber dos porquês
ou porque nãos...
Complicado perceber sentires
explicar sentires
causalizar sentires.
O vazio não é objetivável!
Mas a tua ausência
é um vazio palpável.
Fazes-me falta!
Tão simples.
Só assim.
Tão simples. Só assim.
Conclusão tirada após mais de uma hora de reflexão.
Reflexão precisa, objetiva, ponderada.
Mas que não deu mais nada.
Senão
que me fazes falta.
Tentar saber dos porquês
ou porque nãos...
Complicado perceber sentires
explicar sentires
causalizar sentires.
O vazio não é objetivável!
Mas a tua ausência
é um vazio palpável.
Fazes-me falta!
Tão simples.
Só assim.
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