Sede.
Que a água faz esquecer,
mas que regressa.
E volta a exigir água.
Mais água.
E mais água ainda.
Sede permanente.
Sede exigente.
Sede que sabe bem
e, porém,
que pode causar morte,
ou ficar sem norte
que é morrer, também.
Sede,
mistério será...
Incortornável, é.
"Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem." -(Mateus, XIII: 10-15)
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Podia ser.
Podia ser uma espada,
uma g3
ou um raio vindo do céu
durante a tempestade.
Podia ser o cair num poço
ou uma onda gigante transportando a morte
ou, sei lá, um vírus letal e repugnante.
Podia ser a queda de um avião,
o naufrágio dum barco,
um sismo sem saída
um incêndio de asfixia
um frio de gelo, a congelar o corpo.
Ou simplesmente
um ataque de coração.
Podia ser acidente de automóvel,
atropelamento,
fratura craniana em queda aparatosa
eletrocussaõ
explosão,
deabamento.
Podia ser tudo isso
Podia ser "só isso".
mas em vez disso
e muito mais que isso:
é o silêncio.
uma g3
ou um raio vindo do céu
durante a tempestade.
Podia ser o cair num poço
ou uma onda gigante transportando a morte
ou, sei lá, um vírus letal e repugnante.
Podia ser a queda de um avião,
o naufrágio dum barco,
um sismo sem saída
um incêndio de asfixia
um frio de gelo, a congelar o corpo.
Ou simplesmente
um ataque de coração.
Podia ser acidente de automóvel,
atropelamento,
fratura craniana em queda aparatosa
eletrocussaõ
explosão,
deabamento.
Podia ser tudo isso
Podia ser "só isso".
mas em vez disso
e muito mais que isso:
é o silêncio.
sábado, 4 de janeiro de 2014
Dor
Distância, faz tempo
tempo distância
dor.
Ondas de sentir que vão e vêm
mas parece que não chegam lá
Não chegam lá:
fazem eco na distância-tempo
e retornam
com dor
cá.
Incompreensível:
a razão não vê razões
porque não as há.
Mas mesmo assim
ou talvez por ser assim:
dor.
Se os braços fossem plasticina
se os braços crescessem só por se querer
e os dedos fossem de morcego, gigantes, infindáveis
então
o sentir seria abraço:
Sem dor.
tempo distância
dor.
Ondas de sentir que vão e vêm
mas parece que não chegam lá
Não chegam lá:
fazem eco na distância-tempo
e retornam
com dor
cá.
Incompreensível:
a razão não vê razões
porque não as há.
Mas mesmo assim
ou talvez por ser assim:
dor.
Se os braços fossem plasticina
se os braços crescessem só por se querer
e os dedos fossem de morcego, gigantes, infindáveis
então
o sentir seria abraço:
Sem dor.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Sorriso
Eram tempos negros
em que nada permitia ver o sol
em que as nuvens tinham descido do céu
andavam pelas ruas
pelos espaços
pelas esquinas
e me curvavam as horas.
Tempos sem encanto e sem prazer
que passavam lentos
sem estrelas a brilhar
sem cantos de sereias
sem graça.
Tempos em que a luz negra
vinha do céu
vinha das lâmpadas
vinha do chão e do ar.
e inundava o dia
e até escurecia a própria noite.
E eis que
de repente
inesperadamente
improvavelmente
incompreensivelmente
irrompe ali
ao lado
ali mesmo ao meu lado
aquele sorriso!
em que nada permitia ver o sol
em que as nuvens tinham descido do céu
andavam pelas ruas
pelos espaços
pelas esquinas
e me curvavam as horas.
Tempos sem encanto e sem prazer
que passavam lentos
sem estrelas a brilhar
sem cantos de sereias
sem graça.
Tempos em que a luz negra
vinha do céu
vinha das lâmpadas
vinha do chão e do ar.
e inundava o dia
e até escurecia a própria noite.
E eis que
de repente
inesperadamente
improvavelmente
incompreensivelmente
irrompe ali
ao lado
ali mesmo ao meu lado
aquele sorriso!
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