És de sopro e mágica,
de imaginação que se fez vida,
que se fez pedra e terra e dor.
Nasceste num momento exato
que eu sei e tu não sabes
que eu recordo e tu esqueceste:
pura ilusão feita matéria,
puro irreal feito concreto.
És de sopro e mágica,
mágica violenta e intrusiva
que não pediu licença p'ra chegar
que não bateu à porta,
que não telefonou a avisar::
chegou e entrou!
Fecho os olhos, vejo à mesma;
tapo ouvidos, ouço à mesma,
adormeço, sonho à mesma.
És minha sina
não renego:
fecho portas que não saias,
entraste, é p'ra ficares!
Não deixarei agora que me roubes
a magia que me deste.
"Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem." -(Mateus, XIII: 10-15)
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Magia só
Essa magia me invade
sem pedir licença para entrar
sem explicações a dar
simplesmente chega
e entra
e mora.
Subsiste no tempo que passa
por mais que o tempo passe
essa magia abrangente
que me invade subtilmente
e me transporta ao bem estar.
Bastam minutos, segundos,
de te saber ali ao pé
de te ouvir, ali ao lado,
para se dar a ilusão,
acontecer a fusão
e já nada ser o que é.
O teu poder é total
de eu fazer o que não quero:
basta ler-te o pensamento
para o teu querer ser o meu
sem o meu consentinento.
Magia que não enjeito,
Magia que eu gosto tanto
pode ser até defeito
mas pra mim é um encanto.
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