terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mágicas

És de sopro e mágica,
de imaginação que se fez vida,
que se fez pedra e terra e dor.

Nasceste num momento exato
que eu sei e tu não sabes
que eu recordo e tu esqueceste:
pura ilusão feita matéria,
puro irreal feito concreto.

És de sopro e mágica,
mágica violenta e intrusiva
que não pediu licença p'ra chegar
que não bateu à porta,
que não telefonou a avisar::
chegou e entrou!

Fecho os olhos, vejo à mesma;
tapo ouvidos, ouço à mesma,
adormeço, sonho à mesma.

És  minha sina
não renego:
fecho portas que não saias,
entraste, é p'ra ficares!

Não deixarei agora que me roubes
a magia que me deste.






quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Magia só

Essa magia  me invade
sem pedir licença para entrar
sem explicações a dar
simplesmente chega
e entra 
e mora.

Subsiste no tempo que passa
por mais que o tempo passe
essa magia abrangente
que me invade subtilmente
e me transporta ao bem estar.

Bastam minutos, segundos,
de te saber ali ao pé
de te ouvir, ali ao lado,
para se dar a ilusão,
acontecer a fusão
e já nada ser o que é.

O teu poder é total
de eu fazer o que não quero:
basta ler-te o pensamento
para o teu querer ser o  meu
sem o meu consentinento.

Magia que não enjeito,
Magia que eu gosto tanto
pode ser até defeito
mas pra mim é um encanto.








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