És de sopro e mágica,
de imaginação que se fez vida,
que se fez pedra e terra e dor.
Nasceste num momento exato
que eu sei e tu não sabes
que eu recordo e tu esqueceste:
pura ilusão feita matéria,
puro irreal feito concreto.
És de sopro e mágica,
mágica violenta e intrusiva
que não pediu licença p'ra chegar
que não bateu à porta,
que não telefonou a avisar::
chegou e entrou!
Fecho os olhos, vejo à mesma;
tapo ouvidos, ouço à mesma,
adormeço, sonho à mesma.
És minha sina
não renego:
fecho portas que não saias,
entraste, é p'ra ficares!
Não deixarei agora que me roubes
a magia que me deste.
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