Momentos de Norte desaparecido,
de estradas que se perdem na poeira
tempos sem eira nem beira
tempos dum céu enegrecido.
Não há, portanto, nem rumo nem destino
só o caminhar sem graça
vida que passa, desgraça,
neste viver sem tino.
Rotinas mil vezes repetidas
até à exaustão. Pra quê pensar o que se faz,
se faça o que se faça, tanto faz,
não se vive pelo querer, mas pelas sinas.
Deixar, pois, correr o sol após o sol
e a lua após a lua
parar o pensamento: siga o álcool
enfim, deixar fluir a vida nua.
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