segunda-feira, 23 de março de 2015

Sucesso



O tempo que  tens ou que não tens
é todo teu, eu não preciso dele.
Que importa se vens ou se não vens?
Que importa que o sentimento gele?

O teu caminho quem o faz és tu,
apenas te dirá respeito a ti!
Meus pensar triste...tranquei num baú 
qualquer conversação eu aboli.

Segue, pois, em frente e sem demoras
sem exitações, sem olhar p'ra trás,
a vida, afinal, tem escassas horas!

Aqueles que te atrasem, excluirás!
Que importa se muito deterioras...
Importante  é o que obterás!


Sol

Grandioso lá no alto, o Sol:
a luz inunda o espaço
dá vida
dá cor
dá graça.

Só uma coisa te embaraça:
e te faz dor
e te deixa a alegria retraída
e o pensar em embaraço,
agora e aqui:

Lá no alto o Sol que brilha,
não pensa em ti.

Está tudo bem

Está tudo bem, está tudo bem.
Cumpriu-se a chuva e cumpriu-se o sol,
o ventre da terra produziu
o rio correu até ao mar
nada a lamentar!

Está tudo bem, está tudo bem,
do teu trabalho vês agora os frutos
objetivos traçados são agora resultados
não há, portanto, que ficar inquieto
seguiste sem desvios o teu trajeto.

Está tudo bem, está tudo bem.
Não há vento que tenha ficado por ventar,
sol que tenha ficado por brilhar,
núvens que tenham ficado sem chover.
Está tudo bem, está tudo bem....

Uma merda, é que está tudo bem!

terça-feira, 17 de março de 2015

Sono

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Este sono que pesa
e faz fechar os olhos
E não é sono...

Enche-se o espaço dum mundo invisível:
sonhos e mais sonhos e pesadelos.
Este sono que traz visões do impossível
E não é sono...

Este sono,
que tolda o pensar, que faz imaginar,
que transforma a realidade
numa história de chorar.
E que não é sono...

Pois sono faz dormir
e depois
costuma-se acordar.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Vazios

Folhas soltas, amarelas, secas
arrastadas pelo chão
sem destino e sem quererem, já,
qualquer destino.

Vento que não transporta,
apenas leva e nunca traz
e leva a lado nenhum.

Portas fechadas,
nem se entra nem se sai,
janelas com estores corridos,
pálpebras fechadas,
sentimentos mortos.

Terra estéril,
desertos da dimensão do infinito

vazios da existência.
Aqui,




domingo, 8 de março de 2015

Poluição


Tanto pensamento que vagueia,
que polui a imensidão do ar
e que não serve para nada!

 Já nem os pássaros voam…
Batem as asas nos concretos pensamentos
e não conseguem descolar.

 Nem a chuva cai, nem o sol entra,
Nesta densidade poluente que asfixia a vida.
Cruzando-se  uns com os outros
 os pensares distorcem,
ganham formas bizarras
Ideias raras
Idiotas,
Sem sentido.

O pensamento é a poluição da vida.

Surdez


Bates à porta
e é a porta errada.
Tocas a campainha que não tem som
E ninguém responde.
E tocas e tem som
e ninguém responde.

 
Não há ninguém
nesta multidão de gente,
onde não há pessoas.
 
Ou se as há
não ouvem.

Esquecer


Esquecer
Ou lembrar, mas só para dentro,
como engolir caroço
tranquilamente e sem ruido
para não incomodar.

 
Nada do que fazes tem sentido
Passos sem rumo
metas  de nevoeiro
tempo perdido.

 

Esquecer,
do tempo, da vida do sentir,
esquecer de ser, de ouvir e de falar,
esquecer finalmente e definitivamente
de acordar.
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