terça-feira, 18 de agosto de 2015

Fatacil é pontapé

Algarve, final de Agosto, é sempre altura de dar um salto à Fatacil. Há sempre algum concerto que vale a pena e as exposições valem sempre a pena.
Assim é que, até ao ano passado, Fatacil significava, para mim, basicamente isto.
Agora já não... Passou a ser mais que isto.
Fatacil agora é também a lembrança do maior pontapé no cu que eu já levei.
É assim.
Que se foda!



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Espera



Retorcida  rocha, dorida,
eleva-se num grito surdo de angústia
que ninguém sabe ouvir.
Arrasta consigo milhões de tempos,
milhões de vidas que já não existem,
milhões de histórias, que um dia foram.

Eleva-se no ar, num implorar de misericórdia,
a que ninguém atenta.
(que uma rocha não merece olhares da alma)

Ali fica à espera,
da revolução do final do mundo.



Certezas


Lá numa ponta o sim,
na outra o não,
liga-as o árduo caminho da indecisão.

Saber porquê ou porque não,
não cabe na razão, tão só na emoção.

Na ponte suspensa, que balança ao vento 
não há passos firmes
e certezas só duram um momento.
Saltita o andar duma ponta à outra,
e em cada passo/salto que se dá
muda o sentido:
porque sentido nem sequer há.

Indifrente à ponte.
lá em baixo, o rio,
não tem dúvidas sobre o seu caminho!





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