Algarve, final de Agosto, é sempre altura de dar um salto à Fatacil. Há sempre algum concerto que vale a pena e as exposições valem sempre a pena.
Assim é que, até ao ano passado, Fatacil significava, para mim, basicamente isto.
Agora já não... Passou a ser mais que isto.
Fatacil agora é também a lembrança do maior pontapé no cu que eu já levei.
É assim.
Que se foda!
"Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem." -(Mateus, XIII: 10-15)
terça-feira, 18 de agosto de 2015
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Espera
Retorcida rocha, dorida,
eleva-se num grito surdo de angústia
que ninguém sabe ouvir.
Arrasta consigo milhões de tempos,
milhões de vidas que já não existem,
milhões de histórias, que um dia foram.
Eleva-se no ar, num implorar de misericórdia,
a que ninguém atenta.
(que uma rocha não merece olhares da alma)
Ali fica à espera,
da revolução do final do mundo.
Certezas
Lá numa ponta o sim,
na outra o não,
liga-as o árduo caminho da indecisão.
Saber porquê ou porque não,
não cabe na razão, tão só na emoção.
Na ponte suspensa, que balança ao vento
não há passos firmes
e certezas só duram um momento.
Saltita o andar duma ponta à outra,
e em cada passo/salto que se dá
muda o sentido:
porque sentido nem sequer há.
Indifrente à ponte.
lá em baixo, o rio,
não tem dúvidas sobre o seu caminho!
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