quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Porque Deus quis...



O adeus, o abraço
as lágrimas que espreitam e deslizam.

Talvez...
porque Deus quis.


Adeus, abraço
e a compreensão do impossível.
O impossível que cai como uma pedra feita chuva
que esmaga e destrói.
E dói.

Talvez...
porque deus quis.

O rumo é a distância
distância física
distância sentida, face ao futuro antes projetado.

Lá vai
As lágrimas  espreitam e deslizam.

Talvez...
porque Deus quis.

E contra Deus, não há maneira.
Não há volta a dar.

Porque Deus não ladra, morde!

Foi.
Como se fosse carta, como se tivesse um endereço.
Sem poder de decisão.
Adeus.
Abraço.
Lágrimas.

Talvez,
porque Deus quis.




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