Do longe chega o grito de alguém.
Lá ao longe. Muito longe.
Alguém que ainda acha que vale a pena gritar.
E o grito segue caminho
Mas não sabe o caminho.
E perde-se no espaço.
Porque são poucas as orelhas
e as que existem não servem para ouvir
apenas para enfeitar.
Não há sentido no grito.
Sem sentido, também não há caminho.
O grito seguiu o caminho que não há!
Finalmente, como é próprio dos gritos,
também este se transforma em silêncio.
Fica a noite, o nevoeiro
e o estranho silencio que os gritos produzem.
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