quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Imaterial

Por todo aquele espaço!
(E não é terreno, nem rio nem mar nem céu...)
Brincam as almas.
Saltam, corem, riem-se,
tropeçam na alegria que constroem.
e caem  sem qualquer som de dor.

Gargalhadas entre sons de água que corre e que não há,
entre chilreios de pássaros que também não há,
múrmúrios de água a correr, mas não há rios nem fontes
e, muito menos, mar.

Sensações apenas.
Desprovidas de corpo.


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