Chega de noite,
por entre o silêncio das estrelas
sorrateiramente, insidiosamente,
devagar. Sempre devagar
a arrastar os pés
como se tivesse pés!
Não bate à porta, entra instala-se.
Alastra, cresce, transborda:
inunda o espaço, afoga-o de si mesma.
Apaga horizontes,
escurece eventos do passado,
contrai futuros, num presente morto.
A tristeza é omnipotente.
"Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem." -(Mateus, XIII: 10-15)
terça-feira, 15 de novembro de 2016
Desinteressante
Uma lua enorme
imagina o peso!
Uma lua gigante
distante
arrogante.
Brilha, inconsciente.
Como se sorrisse, sem que achasse graça.
Como se falasse, sem saber o que dissesse.
Uma lua absolutamente desinteressante.
imagina o peso!
Uma lua gigante
distante
arrogante.
Brilha, inconsciente.
Como se sorrisse, sem que achasse graça.
Como se falasse, sem saber o que dissesse.
Uma lua absolutamente desinteressante.
Subscrever:
Comentários (Atom)