terça-feira, 15 de novembro de 2016

Omnipotente

Chega de noite,
por entre o silêncio das estrelas
sorrateiramente, insidiosamente,
devagar. Sempre devagar
a arrastar os pés
como se tivesse pés!

Não bate à porta, entra instala-se.
Alastra, cresce, transborda:
inunda o espaço, afoga-o de si mesma.

Apaga horizontes,
escurece eventos do passado,
contrai futuros, num presente morto.

A tristeza é omnipotente.


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