Embrulhado num velho papel de música
sem notas e sem som
e sem voz.
Não há calor que entre
que o sol fica lá fora!
Lentamente os ratos,
os lepisma saccharina,
os fungos,
fazem o trabalho do tempo.
E o tempo da putrefação
chega também.
"Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem." -(Mateus, XIII: 10-15)
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
Chega
Vem!
Bebe comigo o café da insónia,
e esquece o sono e os sonhos.
Vem!
Vem cantar a glória do acordar eterno!
Caga na morte e no destino certo.
Vem!
Conta-me histórias inventadas do futuro
como se o futuro fosse amanhã.
Vem!
Tu que não sei quem és.
E diz "olá", que chega.
Bebe comigo o café da insónia,
e esquece o sono e os sonhos.
Vem!
Vem cantar a glória do acordar eterno!
Caga na morte e no destino certo.
Vem!
Conta-me histórias inventadas do futuro
como se o futuro fosse amanhã.
Vem!
Tu que não sei quem és.
E diz "olá", que chega.
Em branco
Sei de palavras que não são minhas
num velho livro que não consigo ler
guardado num armário que não sei onde
no meio do pó e bichos de papel.
Folheio as páginas
e não está lá nada onde já esteve.
E abro outro igual e igual também
o que lá não está.
Branco, vazio, poeira.
Ao lado a Bíblia,
que de tão sagrada
já não tem lá nada
que se leia.
A minha história e a do Mundo
afinal, não deve ter sido mais
que uma invenção...
dum dia estúpido de bebedeira idiota.
num velho livro que não consigo ler
guardado num armário que não sei onde
no meio do pó e bichos de papel.
Folheio as páginas
e não está lá nada onde já esteve.
E abro outro igual e igual também
o que lá não está.
Branco, vazio, poeira.
Ao lado a Bíblia,
que de tão sagrada
já não tem lá nada
que se leia.
A minha história e a do Mundo
afinal, não deve ter sido mais
que uma invenção...
dum dia estúpido de bebedeira idiota.
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Desprezo
Batem as contas errado
numa tabuada enganosa.
As contas saem furado
numa contagem penosa.
O colorido do mundo
diferente do que se espera.
As cores, eu as confundo
ou vejo, as que a alma gera.
Um pensar disfuncional
tocando a enfermidade.
Sem sentido, irracional
transforma cheiro em saudade.
Sentimento em exponencial
desprezo pela realidade.
numa tabuada enganosa.
As contas saem furado
numa contagem penosa.
O colorido do mundo
diferente do que se espera.
As cores, eu as confundo
ou vejo, as que a alma gera.
Um pensar disfuncional
tocando a enfermidade.
Sem sentido, irracional
transforma cheiro em saudade.
Sentimento em exponencial
desprezo pela realidade.
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