Sei de palavras que não são minhas
num velho livro que não consigo ler
guardado num armário que não sei onde
no meio do pó e bichos de papel.
Folheio as páginas
e não está lá nada onde já esteve.
E abro outro igual e igual também
o que lá não está.
Branco, vazio, poeira.
Ao lado a Bíblia,
que de tão sagrada
já não tem lá nada
que se leia.
A minha história e a do Mundo
afinal, não deve ter sido mais
que uma invenção...
dum dia estúpido de bebedeira idiota.
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