sábado, 31 de dezembro de 2011

Assim


Como se a distância não houvesse,

e o longe fosse logo ali,

o presente e o ausente uma mistura

que acontecesse

só por se querer assim.



Por ventura existe o pensamento

energia feita átomo

que se toca, se cheira,se palpa

que se materializa sem pedir consentimento

que se sente assim.



Concetizo, pois, uma realidade,

tão forte que só o real o pode ser!

Transformo o imaginar numa verdade

só porque....
                só pode  ser assim!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

O que não te digo

Vejo no teu sorriso uma paisagem,
verde, de tranquilidade,
azul, de infinita.

No teu olhar
encontro o brilho das estrelas
no qual dou um merguho de carinho.

Na tua voz
recebo o suave sussurrar do vento
que me dá alento.

Das tuas palavras
recebo mensagens de sabor
que lentamente vou apreciando.

O teu pensar
o teu sentir
descubro-o sem precisar que mo descrevas,
ou mesmo ao contrário do que o descreves.

Passa o tempo
Ficas no tempo que passa e no que chega.
Tempo que guardo só para mim




Deceção

Percorro o tempo
em pensamento,
relembro lutas, trabalhos, esperanças
projectos e mudanças.

Vejo as semnetes que plantei e não germinaram,
as palavras que escrevi e não viraram livros,
as luzes que acendi mas que a noite não apagaram
a esperança adormecida apesar  dos  gritos.

E vejo-te a ti.
Supostamente, minha construção.

E o que sinto é deceção.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sapos

Milhares de milhões de sapos
aos trambolhões
aos empurrões.
que vou engolindo lentamente, obrigtoriamente.

Sapos que não sabem saltar,
sapos que não sabem correr,
que me fazem engasgar
me fazem doer.

E eu nado como se os sapos fossem água
tento vir a cima respirar,
mas a viscosidade imensa
não me deixa
é como prensa
que me faz estancar.

E preso aos sapos, e sem notar, eu viro sapo,
mas salto em tua direcção.

-Sapo nojento, arreda!

Tomo então consciência da minha condição.


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