quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sapos

Milhares de milhões de sapos
aos trambolhões
aos empurrões.
que vou engolindo lentamente, obrigtoriamente.

Sapos que não sabem saltar,
sapos que não sabem correr,
que me fazem engasgar
me fazem doer.

E eu nado como se os sapos fossem água
tento vir a cima respirar,
mas a viscosidade imensa
não me deixa
é como prensa
que me faz estancar.

E preso aos sapos, e sem notar, eu viro sapo,
mas salto em tua direcção.

-Sapo nojento, arreda!

Tomo então consciência da minha condição.


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