sexta-feira, 27 de abril de 2012

Uma questão de pontaria

Não acerto.
Atiro ao lado, sempre.
Toda a pontaria é vã.

 Foge sempre do meu  alcance,
porque feito longe não se alcança.
Mas... está mesmo aqui ao lado!

Mesmo ao lado, mesmo ao perto
mas tendo consigo a lonjura de infinitos
a distância do  tempo duma nuvem:
que se vê mas não se agarra,
que se sente e não se toca.

Nuvem feita de luz de sol,
inundando o meu Mundo de surpresa:
pela segurança na incerteza,
pela sabedoria ganha sem tempo de se ganhar,
pela enorme dimensão em pouco espaço,
pela serenidade que transpira ação.

Não se acerta no improvável,
                        mesmo se ele está à nossa vista!







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