Deslizando na entropia
do pensamento e do tempo
tudo está onde não é
tudo se move ao acaso
nada é o que se vê.
Esquizofrenia frenética
que não permite o pensar,
faz viver do imaginar:
em alucinação constante
que faz de guia ao presente.
Passam corpos,estrelas,astros,
em órbitas aleatórias
as palavras viram coisas,
os objetos são palavras
-nada é realidade:
-é tudo fruto da mente.
E da mente em paranóia
jorram vinhos já vinagre,
em misturas de sabores
em que o doce sabe amargo,
em misturas de cores
onde o azul é vermelho.
Universo inexistente
construído ao acaso
do curto-circuito da mente.
Da mente senescente...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Comenta aqui!