Naqueles dias, o tempo se faz chumbo
e a água pedra
e o ar opaco, até se bater nele.
O horizonte está à distância de um palmo,
e não tem cor
e não tem luz .
Naqueles dias, o vento seca, e até o som se cala,
em espera das horas
que não acontecem.
Naqueles dias,
o futuro não existe, que o presente parou.
Não se cresce não se envelhece, não se nasce.
Naqueles dias
em que acordar é sonho
e sonho é pesadelo,
a benção da Morte é o único desígnio.
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