Que se agitem as folhas, que a poeira suba no ar,
mas já não há vento!
Que a terra empape de água onde os pés se afundam,
mas já não há chuva!
Que a pele se escalde, avermelhe, arda, de tanta exposição,
mas já não há sol!
Que a noite tenha brilho, e contilem as folhas cobertas do orvalho,
mas não há mais luar!
Que cresçam os dias e as plantas e nós,
mas já não há vida!
"Por isso é que eu lhes falo em parábolas; porque eles vendo, não vêem, e ouvindo não ouvem, nem entendem." -(Mateus, XIII: 10-15)
sábado, 22 de setembro de 2012
Incertezas
Feitos de identidades,
somos desconhecidas entidades.
A cortiça protege e esconde.
O que vemos, é só o que mostramos.
o "eu" de cada um,
está, não sabemos onde.
Por isso, mesmo quando penso que te sei,
quando acho saber ler até nas entrelinhas,
há sempre lugar à incerteza.
Tenho só a certeza do que dei,
O que recebi , não sei se tinhas,
ou se imaginei.
somos desconhecidas entidades.
A cortiça protege e esconde.
O que vemos, é só o que mostramos.
o "eu" de cada um,
está, não sabemos onde.
Por isso, mesmo quando penso que te sei,
quando acho saber ler até nas entrelinhas,
há sempre lugar à incerteza.
Tenho só a certeza do que dei,
O que recebi , não sei se tinhas,
ou se imaginei.
Tempo
Neste tempo, noutro tempo, sem tempo,
percorro o tempo estilo passatempo.
Nem vejo o tempo a passar.
E de repente um relógio estúpido mostra as horas.
Vejo que ando a desoras.
Neste tempo, passatempo.
Então desaba sobre mim, como trovoada.
Atinge-me, dói-me, magoa.
É a dor do tempo já ter sido.
Do tempo que eu quero de volta,
mas que não volta.
E volto ao passatempo
de deixar passar o tempo
sem tempo de sentir.
percorro o tempo estilo passatempo.
Nem vejo o tempo a passar.
E de repente um relógio estúpido mostra as horas.
Vejo que ando a desoras.
Neste tempo, passatempo.
Então desaba sobre mim, como trovoada.
Atinge-me, dói-me, magoa.
É a dor do tempo já ter sido.
Do tempo que eu quero de volta,
mas que não volta.
E volto ao passatempo
de deixar passar o tempo
sem tempo de sentir.
domingo, 9 de setembro de 2012
Imprescidível
Das estrelas, todas elas, és diferente,
Uma luz que aquece sem queimar,
uma chama que brilha, irreverente,
como se a Vida fosse de brincar.
Das vozes, todas elas, se distingue a tua,
Suave, firme, doce, quase irreal
Onde quer que se oiça, em casa ou na rua
Não se confunde, não há outra igual.
No Universo inteiro és irrepetível,
Não existe espelho que dê a tua imagem
Sem que a diferença não seja percetível.
Tens, pois, de fazer parte da viagem
que faço dia a dia. Imprescindível,
transporto-te sempre, comigo, na bagagem.
Uma luz que aquece sem queimar,
uma chama que brilha, irreverente,
como se a Vida fosse de brincar.
Das vozes, todas elas, se distingue a tua,
Suave, firme, doce, quase irreal
Onde quer que se oiça, em casa ou na rua
Não se confunde, não há outra igual.
No Universo inteiro és irrepetível,
Não existe espelho que dê a tua imagem
Sem que a diferença não seja percetível.
Tens, pois, de fazer parte da viagem
que faço dia a dia. Imprescindível,
transporto-te sempre, comigo, na bagagem.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
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