sábado, 22 de setembro de 2012

Já não há

Que se agitem as folhas, que a poeira suba no ar,
mas já não há vento!

Que a terra empape de água onde os pés se afundam,
mas já não há chuva!

Que a pele se escalde, avermelhe, arda, de tanta exposição,
mas já não há sol!

Que a noite tenha brilho, e contilem as folhas cobertas do orvalho,
mas não há mais luar!

Que cresçam os dias e as plantas e nós,
mas já não há vida!

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