Rua, carros, árvores,
vozes, passos, sons,
desaparecem,esfumam.
Quando lá ao longe a tua voz
e me volto e estás.
Subitamente o vento para,
o mar agitado transforma-se num lago
e a mansidão do tempo inunda o espaço.
Depois o fluir das palavras faz o resto
naturalmente, sem esforço e sem pensar
ao correr do sabor e do olhar
ao ritmo do apetecer.
Não se descobre a pólvora,
não se inventa a roda,
não se constrói ideologia.
Apenas sinto o teu sentir,
que me importa mais
do que o devir do mundo!
Apenas isso
apenas tanto
apenas tu.
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