sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Stress

Trepa pelas paredes, mas não sobe,
num trepar continuo que se arrasta
e ouvem-se as unhas a raspar
num som que mais do que ouvir, se sente,
e faz arrepiar.

Invade desde os pés e sobe,
mas persiste,
invadindo em contínuo.
Vem dos pés, trepa,
mas permanece nos pés enquanto trepa,
e não desiste.

Uma erupção teimosa que não cede
e alastra e queima.
E irrita o corpo e mais a mente
durante todo o dia,  durante a noite toda,
e não se vai embora
teima.

Espera-se que, enfim expluda.
Mas não explode.
Prefere ser insidiosa e permanente.
destruindo em ciclos redundantes.
Sem que nunca sobre ela a noite caia,

indefinidamente.





Sem comentários:

Enviar um comentário

Comenta aqui!

poner un anuncio gratis