Partiu o navio do cais da Matinha e lá vou eu. Sentado no meio de tantos, expectantes, ansiosos, exultantes.
Para onde seguimos?
Navegamos nem chega a meia hora e o barco entra noutro cais a receber mais viajantes, agora o cais da doca pesca. E ali vai estar por mais 45 minutos.
Enquanto isso o comandante fala aos passageiros e conta sobre a rota que iremos fazer.
Esta paragem, dá-me para sair e "esticar as pernas". Saio e encontro, no meio de tanta gente, uma pessoa que conheço, mas só está ali para se despedir da filha, que essa sim, segue viagem.
E nesta confusão de gente, num instante improvável, mas com a profundidade do mar inteiro, com a fúria da maior onde que alguma vez existiu em todo o oceano que se conhece, recebo um golpe que me atinge e me atira de onde estou para outro espaço: um tremendo golpe de saudade.
Levanto-me então, fumo um cigarro.
E fico à espera que "o mar" acalme.
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