Horas vagas
de indecisões feitas raízes de hera
galopando paredes velhas acima
sem fim e sem destino.
Horas vagas
em que a vontade é fumo
e em que o fumo é nada.
E em que o nada é tudo.
Horas vagas,
sem que um telefone se lembre de tocar,
sem que uma voz se lembre de dizer,
sem que um deus qualquer
sequer se lembre de existir.
Vagamente estas horas são tempo
que vagamente
se sente a decorrer.
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