Sem estranhar
Nasceu, cresceu, elevou-se no céu e gritou de brilho e de calor.
Sorriu.
Bateu à porta e quis entrar.
Mas não houve resposta.
Estranhou.
Repetiu, insistiu, teimou.
Aumentou de brilho, e de calor
elevou-se ainda mais no céu
E gritou.
Gritou ainda mais, de brilho e de calor.
Bateu de novo à porta e quis entrar.
Mas não houve resposta.
E mais uma vez, estranhou.
Com um esforço, agora, ainda maior,
encheu mais e mais, de brilho e de calor,
Mas o esforço já não lhe dava para sorrir.
Gritou mais alto! Brilhou mais brilho! Aqueceu mais quente ainda!
Elevou-se mais alto do que nunca!
masnão aguentou:
explodiu e desapareceu de vez.
Não houve resposta.
Não estranhou!
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