Percorrer a estrada a saber do fim
mas sem ver o fim
sempre até ao fim.
E chega, um dia, o fim.
Um risco.
e para lá do risco, o nada,
uma escuridão de precipício
um negro de desconhecido
que já se sabia
mas que nunca se tinha visto.
Para trás,
Para trás o denso nevoeiro que apaga
o que realmente já não há, mas houve.
Já não se vê, já não se ouve,
muma miopia que já não deixa ver.
À beira, num balançar estonteante de enxaquecas
já nem recordo nada
porque decido deitar fora aquilo que me lembro.
Assim, já não me entendo
Mas ficou melhor,
muito melhor, assim!
Sem comentários:
Enviar um comentário
Comenta aqui!