Há mortos espalhados pelo chão à chuva,
há gritos: os que se gritam e os outros que se calam
corpos doridos, molhados, ensanguentados
há dor, há solidão, há pena.
E não há razão.
Não houve culpa, nem crime, nem agravo.
Porquê então?
Do ventre da terra onde crescia a raiva,
abriu-se a porta e saíu a destruição.
Sem aviso, sem razão.
Porquê? E porque não?
Forças negras que um dia um deus criou
numa brincadeira divertida;
tão só um momento de ironia
de divina criação.
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