terça-feira, 26 de maio de 2015

Vazio

Quando o tudo é nada. 
 Montanhas, rios, mares: 
marés do tempo, 
só. 

Nada é permanente. Nada é presente. 
Nada nunca foi! 
 Vozes, sorrisos, faces, cumprimentos 
são lembranças estúpidas do nada. 
Pareceream ser momentos 
pareceram ser a vida 
pareceram ser. 

O enorme espaço que nos cerca é feito de vazio, 
um vazio completamente preenchido 
onde nada mais cabe,
 a não ser o próprio vazio. 

Um vazio onde os nossas mentes se diluem, 
num contínuo sumidouro da esperança.

sábado, 16 de maio de 2015

Por cima de mim,um pouco de céu. Mas näo está cá todo. Não cabe no espaço que os telhados permitem.De resto, é sempre assim. Sempre aparece alguma coisa para limitar o alcançar da plenitude. Por vezes, é fácil perceber que seja aasim, como é caso do céu e dos telhados. Mas, as mais das vezes, não é. Hoje, bate-me de novo no sentir um pedaço de gelo que me impossibilita a plenitude da serenidade. Mas neste caso é difícil perceber. E não peeceber, torna o gelo particularmente frio.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O impossível

Com a força de pancada,
a intensidade de grito, 
a violência de onda.

O impossível chega.

O céu azul perde cor,
a graça transforma-se em dor
o sorrir é uma lágrima presa no olhar
que em vez de cair, sair, jorrar,
simplesmente teima em lá ficar.

Quando o impossível acontece.

sábado, 2 de maio de 2015

Desilusão

Desilusão.
Do Sol, que não brilhou,
da chuva que caiu seca,
da palavra que se gritou
e nao se ouviu.

Desilusão.
Do olhar que mostra o que não é,
do discurso que diz o que não  sente,
das ações que desmentem a conversa.

Desilusão.
De acreditar no que que se imagina
e que é só imagiação.

Desilusão.
Do tempo desperdício,
do investimento em vão,
sem benefício.





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