Quando o tudo é nada.
Montanhas, rios, mares:
marés do tempo,
só.
Nada é permanente. Nada é presente.
Nada nunca foi!
Vozes, sorrisos, faces, cumprimentos
são lembranças estúpidas do nada.
Pareceream ser momentos
pareceram ser a vida
pareceram ser.
O enorme espaço que nos cerca
é feito de vazio,
um vazio completamente preenchido
onde nada mais cabe,
a não ser o próprio vazio.
Um vazio
onde os nossas mentes se diluem,
num contínuo sumidouro da esperança.
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