sábado, 2 de janeiro de 2016

Na memória

O teu olhar...
Dz-me que sabes.
Já não podes.
Mas sabes.
Eu impotente, também sei.
Mas não te digo,porque sei que sabes.

Foram doze anos.
Muito tempo.
Pouco tempo!

E sempre a tua disponibilidade
mesmo se faltava a minha.
E sempre a tua sinceridade,
mesmo se faltava a minha.

Numa improvável amizade
com milhões de anos de distanciação genética!
Mas real. Verdadeira.
Não daquelas a fazer de conta.

Eu sei e sei que também sabes
que em 2016 chegará ao fim.
Não porque não queiras mais
não porque eu não queira mais
só porque não podes.
E eu também não posso.

Porque este deus que nos governa
se enche de importância ao contemplar o seu próprio sadismo.

Seja como for
estarás cá...
Cá dentro
na memória do sentir-te sempre.



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