Persistiu, por longo tempo, teimosamente, insistentemente, sistematicamente na sua missão. Deitava-se a pensar na melhor maneira, na estratégia que pudesse ser a mais eficaz.
Depois, logo de manhã cedo, metia "mãos à obra" e lá ia, para mais um dia de dedicação à causa.
E assim era todos os dias, de todas as semanas, de todos os meses, de todos os anos
Sempre.
Persistentemente.
Houve quem lhe dissesse que não valia a pena...Que era escusado. Que era impossível tal missão.
Mas, ouvidos surdos, continuava sempre, acreditando que teria resultados.
Um dia, tal o cansaço da tarefa que a si próprio impusera, já nem teve forças para voltar a casa. Passou a noite lá, no seu "posto de trabalho", sem que desse propriamente conta de que era noite e estava frio demais para dormir assim, no meio duma pedreira abandonada.
Mas uma coisa muito estranha aconteceu durante essa noite:
uma luz vinda do mais longínquo lugar do Universo, de repente, deu-lhe a clarividência necessária. para tomar uma decisão da máxima importância!
Mal acordou, tomou a firme decisão de desistir de imediato da obra em que há tanto tempo se empenhara e voltou para casa, embora encharcado duma enorme frustração.
Tinha, no entanto, percebido finalmente, a inutilidade dos seus esforços:
jamais conseguiria ensinar pedras a falar!
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