Momentos em que o tempo seca,
o ar arde, a garganta enche-se de pó,
e os olhos não;
o tempo marca o fim,o adeus final,
o caminho que não tem retorno
e o sentir não sabe;
a lógica confere razão aos factos,
a dedução conclui e objectiviza
e o coração teima;
Momentos de uma eternidade estúpida,
momentos permanentemente ciclicos,
e a alma não percebe.
Tudo secou.
A desidratação ouve-se no estalar do universo,
e os olhos?
Os olhos imaginam que são fontes.
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