segunda-feira, 4 de julho de 2016

Terra queimada,
por dentro cinzas, por fora pó.
Passos que se arrastam na poeira
lentos, cansados, tristes.
Passos de pés que já morreram.

O sol ficou castanho,
já não brilha, apenas queima.
Das árvores,
só os troncos retorcidos teimaram em ficar.
Talvez só para enfeitar o vazio da terra.

Caminha-se, mas não há caminho!
Nem voltará a haver:
o movimento é aautomático,
como se fosse uma missão sem causa.

Não há ninguém,
pelo menos vivo.
os pés que dão os passos, não são de ninguém:
são pés a que cortaram os corpos.
mas que teimam em fazer o que sabem fazer.

Os pés caminham,
automaticamente
sem  razão nenhuma a não ser essa.

Levantando o pó.

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