segunda-feira, 4 de julho de 2016

rosto

Um rosto,
na memória que se sente.
Como se estivesse aqui ao lado
e pudesse ver
e pudesse ouvir.

Um rosto,
cujas formas se reconhecem de imediato
como se estivesse aqui
e visse
e ouvisse.

Um rosto?
Mas se não tem olhos nem ouvidos?

Um rosto que não está,
nem nunca esteve.
Um rosto de fazer de conta
um rosto a fingir!

Um rosto?

Talvez...
Lá longe no limite do horizonte da memória.

Qual rosto?
Vejo apenas fumo.



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