Um rosto,
na memória que se sente.
Como se estivesse aqui ao lado
e pudesse ver
e pudesse ouvir.
Um rosto,
cujas formas se reconhecem de imediato
como se estivesse aqui
e visse
e ouvisse.
Um rosto?
Mas se não tem olhos nem ouvidos?
Um rosto que não está,
nem nunca esteve.
Um rosto de fazer de conta
um rosto a fingir!
Um rosto?
Talvez...
Lá longe no limite do horizonte da memória.
Qual rosto?
Vejo apenas fumo.
Muito bonito, João!
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