Na distância, lá longe, ao fim do mar
num outro tempo que não sei dizer
num outro espaço que não sei olhar
numa outra língua que não sei falar
Fica aqui o rio, a rocha, o vento...
Que eu conheço, vejo e sei contar.
O sino na igreja, a contar o tempo,
a água fria deste rio, que eu sei de mergulhar.
Sei apenas o meu mundo, reduzido,
sei apenas as horas que uma vida faz,
só sei do que existe e faz sentido:
É assim que o lá longe é indefenido.
Mistério e escuridão, lá onde tu estás.
Mundo que eu não sei por não o ter vivido.
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