Chegou. Sentou-se. E queria cantar. Gravar a sua voz e filmar a sua cara, a cantar.
Porque ficava feliz, ao ver-se a si própria como se estivesse em palco.
E ao mesmo tempo a sonhar.
Então,. ligou o computador. E eu procurei o instrumental
E transfigurou-se.
Cantou. Como se fosse artista, gesticulou, dramatizou.
E fez-se um vídeo da sua atuação.
Tocou a campainha, acabou a sessão.
Fui com ela e amparei-a a descer as escadas.
Foi. à "vida dela". À sua rotina.
Foi este um dos poucos trabalhos daquele ano, que não foi publicado.
Uma cara deformada. Gestos teatrais desajeitados. Voz desafinada.
Ficou só para ela. E também ficou comigo.
Em casa, devo tê-lo visto umas 50 vezes de seguida, sem exagero.
Guardei-o.
"Taras e Manias" de Marco Paulo- com voz desafinada e em cara deformada, mas num coração cheio de amor para dar e receber.
Mas sem permissão.
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