Como se surgissem de nascente improvável,
as palavras vão brotando,
lentamente,
umas juntas a outras
tal como as gotas de água fazem rio.
Brotam sem destino marcado,
seguem o caminho do acaso, podem chegar
ou não chegar. a qualquer lado.
Podem nem chegar a ser,
engolidas à nascença pelo tumulto do silêncio.
Brotam por brotar,
sem razão e sem esperança,
vão por aí porque assim calha,
correndo montanhas e vales ignorados
batendo a portas sem ouvidos,
criando gritos qeu são mudos.
Por mais que ninguém as oiça,
por mais que niguém as queira ouvir,
teimosamente, persistentemente,
insistem em continuar a ser palavras.
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