sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sonoridades negras


 

O som que surge!

Numa escuridão de silêncio
com as estrelas apagadas
e a lua em hibernação;
almas penadas,
seres bizarros,
monstros de pesadelo,
que espreitam nas trevas, 
ou  se arrastam
nas entranhas do pensamento.

Mas o silêncio
todo este enorme silêncio em background,
silêncio espesso, pastoso, 
que se cola à vida,
que tolhe até o raciocínio!
O silêncio, sempre. 
Omnipresente.
Um silêncio negro.

De súbito, porém
um som que surge,
baixinho,
 quase só sussuro:

é o som do esquecimento.

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