O som que surge!
Numa escuridão de silêncio
com as estrelas apagadas
e a lua em hibernação;
almas penadas,
seres bizarros,
monstros de pesadelo,
que espreitam nas trevas,
ou se arrastam
nas entranhas do pensamento.
Mas o silêncio
todo este enorme silêncio em background,
silêncio espesso, pastoso,
que se cola à vida,
que tolhe até o raciocínio!
O silêncio, sempre.
Omnipresente.
Um silêncio negro.
De súbito, porém
um som que surge,
baixinho,
quase só sussuro:
é o som do esquecimento.

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