segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Chuva imprevista

Tomba a chuva, fria.
Dolorosa. Persistente. Teimosa.
Recorrente.

Chuva que molha, e esfria.
Que endoidece.
Mas que a meteorologia não previu!

Escorre a água pela roupa, e molha a roupa,
escorre pela pele, e molha a pele.
Escorre para o interior da alma
e afoga a alma.

Tempos de inverno,
tempos de inferno.

Mas e o céu?
As estrelas brilham,
a lua lá está meia a espreitar
núvens? Nenhumas!

Esta chuva é traiçoeira...

Chuva que vem dos  olhos
molha  mais.

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