Palavras do sentir,
que se entoam numa melodia triste,
um fado arrastado,que se ouve, para lá das luzes,
para lá da noite,
para lá de mim.
Quem as profere?
Os lábios do vácuo,
que o vácuo sabe gritar, como ninguém mais!
E persistentemente as grita, sem piedade.
Sádico, teimoso, insistente,
repete o que sempre disse e não é nada,
Fala, como se não precisasse abrir a boca. Não abre.
Pensa irrefletidamente. Não sabe o que diz.
Mas chicoteia a vítima até ao sangue.
...Até depois do sangue...
E enebria-se...
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