Procuro furar,
mas o nevoeiro não deixa espaços.
Uma cortina compacta, espessa, como se fosse cimento.
E a memória do sentir arrasta-se no tempo.
Presa.
Apetece mergulhar,
furar as ondas do invisível
para chegar a algum lado.
Se por acaso lado houver,
que não se vê...
Os ossos, que revestem a alma, estalam
a humidade penetra até lugares impensáveis.
Não há lá fora,
que o cá dentro invadiu tudo.
Este é um dia que não há.
O sol não nasce, as flores não abrem,os pássaros não voam.
A morte penetrou no âmago da vida.
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