Com um copo de cachaça na mão
e a boca cheia
e vozes que não oiço à minha volta
mergulho em mim
mas não é a mim que me observo
porque não me intessa.
Com o copo de cachaça na mão,
e a boca cheia
procuro.
Não vejo.
Mas vejo por dentro do que se não vê
e sinto no interior do cérebro bêbedo,
o vazio de ti.
Só a cachaça me preenche.
O copo na mão
e a boca cheia.
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