Para te encontrar
mil vezes te procuro
correndo sem saber para onde vou.
Persisto na procura!
Mergulho na loucura,
porque te vejo oiço e sinto
mas sempre tão lá longe
como se o aqui não fosse cá
pois distâncias são mais que geometria
mudando o real em ironia.
Passo as mãos por ti
mas sei que não as sentes.
Calo as palavras, grito-as só para dentro
pois desta forma sei que não as ouves,
mesmo se ressoam nas paredes.
Penso que é assim que deve ser!
Malabarismos do ser e do sentir,
contorcionismos do ver e do ouvir
provando que aquilo que é audível
mascara, sempre, o som do real incognoscível.
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