domingo, 8 de maio de 2011

O fim

Chega  o fim da vida
bem devagarinho,
sem sobressalto, sem pressa, sem corrida.
Como brisa que corre de mansinho
e aparece, sem se fazer ouvir.

Não se ouvem gritos de carpideiras a contrato
nem choros convulsos  de partir
as pedras negras das calçadas de basalto.

Coisa estranha, esta quietitude,
como se a vida não fosse a plenitude
de milhões de anos de evolução da alma!
Porque, afinal, toda esta calma,
faz da vida absurdo, da pessoa um nada
e transforma ideologias numa  palhaçada.

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