Chega o fim da vida
bem devagarinho,
sem sobressalto, sem pressa, sem corrida.
Como brisa que corre de mansinho
e aparece, sem se fazer ouvir.
Não se ouvem gritos de carpideiras a contrato
nem choros convulsos de partir
as pedras negras das calçadas de basalto.
Coisa estranha, esta quietitude,
como se a vida não fosse a plenitude
de milhões de anos de evolução da alma!
Porque, afinal, toda esta calma,
faz da vida absurdo, da pessoa um nada
e transforma ideologias numa palhaçada.
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