quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Baza, Deus!

Deus,
tudo o que me dá, tu tiras,
tudo o que me mostras, depois escondes,
não te entendo.


Afinal, que mal te fiz, oh Deus,
tratas-me assim tão mal, porquê?
Que mais merdas tenho de passar
para chegar aos céus?


Amor, tu? Só a brincar...
Amas-te só a ti próprio, Deus,
e ao gozo que te dá trocar as voltas
àqueles a quem chamas filhos teus.


Um pai assim, dispenso
antes ser órfão!
Levar a vida que eu quero
sem ter de te dar conta
Bem vês que sou sincero!


Por isso, Deus, deixa-me em paz!
Não me dês mais nada, não preciso.
Segue o teu caminho, eu sigo o meu
podes te ir embora. eu autorizo!

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