Desesperadamente a escrita
para contar do momento que voa
do tempo que não basta
da saudade que deixa
bastam uns minutos.
Desespero do fluir
que não se trava
que não se para
mas que se retém,
nos olhos, na pele, nos ouvidos... no ser inteiro
e que transborda
no escrever
mesmo sem se querer.
Obsessão.
Real, presente e permanente,
Que dá raiva
que dá a solidão da chuva
a tristeza da noite
quando ausente.
E o brilho intenso dum sol que não se esgota
se presente.
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