Olho para o mar,
procuro o longe,
procuro a côr, a forma, o som, cheiro...
Mas, no horizonte da noite,
só o sol da lua se consegue ver
a voz do vento e a voz do mar se escutam,
o cheiro das estevas, que por perto se adivinham.
Se os meus olhos fossem olhos de ver!
De ver para lá do que não se pode ver...
Então carrega-se o ficheiro antigo,
gravado e mil vezes processado,
o ficheiro da recordação.
E está lá tudo:
a côr - da pele-
o som - da voz-
a forma - do sorriso-
o jeito - do andar-do falar- e do dizer
Então a imensidão do horizonte noite
ganha contornos do teu ser.
Serenamente
começo a adormecer.
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