sexta-feira, 22 de agosto de 2014

No estranho reino da dinamarca

No estranho reino da dinamarca

Capítulo I - Soren e Axel

Soren e Axel, dois bons amigos que vivem em Copenhaga, faz anos que passam os anos inteiros a trabalhar. (Como costuma, aliás fazer, a gande maioria dos habitantes destas terras).  Até aqui nada de estranho, no estranho reino que este é, mas que neste desidrato é em tudo igual aos outros reinos que se conhecem.

No ano passado, chegadas as merecidas férias, Soren despediu-se de Axel e rumou com a família, à descoberta da Suécia. Axel, por seu lado, percorreu toda a costa da Jutelândia. Passaram, pois, as férias em viagens de lazer e descoberta de novos sítios, novas gentes, e trocando, volta e meia, informações entre si, sobre os locais por onde andavam.

Mas, embora estranho, este reino da dinamarca é igual a todos os outros reinos, pelo menos noutra coisa, que, se os dinamarqueses soubessem falar potuguês, traduziriam desta forma: "Não há mal que sempre dure nem bem que nunca se acabe". Ou, dito de uma forma mais simples e mais rápida, ao fim de algumas semanas, o tempo de férias acabou e tanto Soren como Axel começaram a iniciar as respetivas viagens de regresso a Copenhaga. Já bem perto de capital do reino, descansaram alguns dias, junto à praia: Soren, na ilha de Aero e Axel na ilha de Drejo, que curiosmente se situam mesmo uma ao lado da outra e de tal forma perto, que umas braçadas de bom nadador permitem facilmente chegar de uma a outra, mas, não sendo o caso, 5 minutos de barco são suficientes para a travessia.
E foi com bastante surresa que Axel soube da pesença de Soren em Aero e Soren, da pesença de Axel em Drejo! Ali mesmo ao lado, o acaso ou o destino permitiam que pudessem facilmente contar as suas peripécias de viagens, mostrar fotos, enfim, conversar um pouco sobre as respetivas experiências, tal como é de esperar de dois amigos que se reencontram no final dumas férias bem curtidas.

Capítulo II - O que Soren contou a Axel e o que Axel contou a Soren
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Capítulo III - A explicação

Pois é, meus caros leitores, o capítulo anterior está completamente em branco. Mas garanto-vos não ser eu, o autor desta história, o responsável pela brancura do papel. Nada disso. Não fiquei cansado nem perdi a criatividade. Apenas quis e quero ser fiel à verdade dos acontecimentos que vos narro. 
Na verdade, não contaram nada.
 Porque nem Soren nem Axel tentaram sequer chegar à ilha ali logo ao lado. Nem dando algumas braçadas, nem apanhando o barco. 
Direis vós que é caso estranho. 
Por certo que sim, mas será fácil de entender que não iria eu, autor deste conto, alterar a realidade simplesmente para vosso deleite lendo as aventuras e peripécias deste dois diamarqueses que vos apresentei.
Não ireis, portanto, saber absolutamente nada das suas aventuras de férias, tal como eu também não sei!

Mas, claro, compete-me, isso sim, enquanto autor deste conto, dar-vos agora a explicação para o estranho facto de nenhum dos dois, que com tanta vontade diziam estar de trocar relatos das suas experiências, terem apanhado o barco para a outra ilha, mesmo ali ao lado.
Ambos em férias, parecendo ambos com vontade... mas não. O barco andou para cá, andou para lá, mas nunca nenhum deles chegou sequer a pisar os respetivos cais!
Pois bem, é preciso conhecer a dinamarca, os seus fiordes, as abruptas montanhas que parecem debruçar-se agressivamente sobre o mar e particulamnnte conhecer os densos nevoeiros que por ali se formam, e que estão repletos de mistérios que sabendo-se que existem, ficam sempre por contar, ou não fossem eles mistérios e tão denso o nevoeiro que os guarda!
O que vos contei e que aconteceu com Soren e Axel, a explicação para tão estranha ocorrência, está ela também algures envolta num desses densos nevoeiros que percorrem a Jutelândia e que encerram em si as respostas que se procuram, mas que não se ncontram nen nunca se hão de encontrar.
Esta é, pois,  mais uma história de mistério, fazendo jus ao nome do pais de "estranho reino da dinamarca."

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